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Alunas de Fisioterapia da Uniara desenvolvem estudo sobre tratamento de pacientes com AVE, utilizando o Kinect

Trabalho de Vivian Escandola Cocolete e Caroline Maria de Mello Coelho será apresentado no 16º CONIC, em Guarulhos

As estudantes do quarto ano do curso de Fisioterapia da Universidade de Araraquara – Uniara, Vivian Escandola Cocolete e Caroline Maria de Mello Coelho, desenvolveram o estudo “Efeitos da terapia de realidade virtual no tratamento da marcha de indivíduos hemiparéticos crônicos pós-AVE isquêmica”, orientado pela professora Ana Claudia Nunciato. O trabalho, que contou com uso do acessório de videogame Kinect, será apresentado no 16º Congresso Nacional de Iniciação Científica – CONIC, evento será realizado nos dias 25 e 26 de novembro, em Guarulhos.

Vivian explica que hemiparético “é uma característica clássica de uma pessoa que teve um acidente vascular encefálico – AVE ou acidente vascular cerebral – AVC”. “É um acometimento contra a lateral ao lado do cérebro afetado”, esclarece.

Com o projeto, ela conta que a intenção foi melhorar a marcha dos pacientes, “uma de suas principais queixas, já que querem voltar a ser independentes”. “Avaliamos vários quesitos, sendo o tonos um dos mais importantes. Trata-se de uma resistência passiva da distensão muscular. Isso atrapalha muito o paciente, já que ele apresenta o tonos muito elevado e não consegue fazer o movimento do pé para cima, o que atrapalha na marcha”, relata.

A partir dessa condição, a dupla selecionou dois jogos do videogame XBox One que utilizam o Kinect, acessório que permite que o usuário jogue sem o uso de nenhum dispositivo, mas apenas o movimento do corpo. “Os games demandam passos para os lados direito e esquerdo, agachamento e salto. Há essa opção do salto, mas não sabíamos que os pacientes fariam isso. Eles começaram e todos aderiram à ideia. É algo bem diferente para quem sofreu um AVE”, observa Vivian.

De acordo com a aluna, após o tratamento, todos os parâmetros avaliados tiveram resultados positivos. “A escala de equilíbrio melhorou, assim como a de tonos, e eles começaram a ter um andar mais funcional. Um deles usava bengala o tempo todo e, depois, nos disse que parou de usá-la dentro de casa; outra nos relatou que parou de ter medo de abaixar para pegar as coisas, e agora é independente”, destaca.

Ela comenta também que ambas tiveram acesso a vários estudos que trabalham a questão da marcha. “Porém, nenhum trouxe tantas avaliações quanto as que fizemos, como equilíbrio, atividade funcional, tonos, plantigrafia – que avalia os passos pré e pós-tratamento – etc. Tudo isso é muito importante porque é uma terapia motivacional. Os pacientes criam um fator de competitividade entre eles e individualmente. É muito motivador para eles”, ressalta.

Além disso, nos trabalhos analisados por Vivian e Caroline, a maioria das pesquisas encontradas usa o videogame Wii, que conta com uma plataforma específica e controle de mão. “Escolhemos o Kinect, que permite que não seja usado nenhum dispositivo para jogar, mas apenas o corpo. Você faz o movimento e o boneco do jogo o representa. Essa opção diminui relativamente o risco de queda”, diz Vivian, que garante que os pacientes “se divertiram muito”.

Apresentar seu projeto no CONIC era, até pouco tempo, algo não cogitado por ela. “Nunca tive contato com a área acadêmica até então. Mas acabamos conhecendo a Ana, que nos motivou demais. Não era meu objetivo entrar na iniciação científica, mas agora já estou pensando no meu mestrado. Estamos ansiosas para o evento e esperamos que dê tudo certo”, alegra-se.

Por sua vez, Ana revela que se trata de seu primeiro trabalho como orientadora de um projeto de iniciação científica. “Isso representa muita coisa. É uma história de dez anos que estou ligada à Uniara, já que fui formada na instituição”, finaliza.

Detalhes sobre o 16º CONIC estão disponíveis no link www.semesp.org.br/site/eventos/conic. Informações sobre o curso de Fisioterapia da Uniara podem ser obtidas no endereço www.uniara.com.br ou pelo telefone 0800 55 65 88.