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Recém-formada na pós-graduação em Acupuntura da Uniara pesquisa o uso da técnica no tratamento da fibromialgia

Trabalho de Renata Queli Ramos Rodella foi premiado no “XI Congresso de Iniciação Científica” da universidade

A recém-formada no curso de pós-graduação em Acupuntura da Universidade de Araraquara – Uniara, Renata Queli Ramos Rodella, foi premiada no “XI Congresso de Iniciação Científica” da instituição, no final de 2016, pela qualidade acadêmica de seu trabalho, intitulado “Acupuntura para tratamento de fibromialgia: uma revisão de literatura” e orientado pela professora Andressa Mendonça Turci.

Renata explica que a fibromialgia é caracterizada por dores muito intensas, que comprometem drasticamente a qualidade de vida de uma pessoa. “Por não conseguir fazer atividades básicas, como tomar banho, ela fica muito deprimida. Assim, torna-se uma doença multifatorial”, comenta.

Para seu estudo, ela conta que leu diversos textos sobre o assunto e fez uma seleção daqueles com dois elementos em comum: a forma de tratar a acupuntura e o protocolo para se chegar ao diagnóstico da doença. “Achei muito interessante o fato de apresentarem os mesmos pontos escolhidos para o tratamento. E todos tiveram resultados muito satisfatórios. Como acupunturista, acredito que essa técnica não precisa ser apenas uma ‘muleta’ no tratamento, mas, sim, o tratamento principal”, aponta.

A ex-aluna da Uniara afirma que, segundo a medicina tradicional chinesa, a fibromialgia é atribuída ao desequilíbrio energético entre os meridianos do fígado, rim e baço-pâncreas. “É tratada de uma maneira totalmente diferente daquela da medicina ocidental, que cuida apenas da dor, sendo que a pessoa com a patologia nem sempre consegue ter sucesso com tratamentos à base de analgésicos, anti-inflamatórios e, hoje em dia, até mesmo com antidepressivos e relaxantes musculares. Às vezes o procedimento é bem-sucedido, mas a curto prazo em relação à dor, e em outras ocasiões, não. É uma doença complexa para ser tratada na medicina ocidental”, diz.

Outro aspecto levantado por Renata, em relação à fibromialgia, é que há um protocolo no qual, por meio de várias perguntas, o profissional chega à conclusão de que pode ser a patologia. “No entanto, não há um exame específico para identificar o problema. Por essa razão, o diagnóstico é tratado de maneira errada. É uma doença que não tem uma especificação. Não é classificada como inflamatória ou de origem viral ou bacteriana. Muitos dizem que é a doença da alma”, comenta.

De acordo com a ex-estudante, em sua pesquisa de literatura, foi constatado que todos os estudos tiveram sucesso no tratamento da fibromialgia. “Os pacientes não foram curados, já que a doença não tem cura, mas houve uma melhora intensa. Por meio da literatura, vi que vários voltaram à vida normal, algo que, com medicamentos alopáticos, muitas vezes não era possível”, ressalta.

Além disso, Renata coloca que os medicamentos tradicionais são uma faca de dois gumes. “Em relação a uma pessoa com fibromialgia que se trata com anti-inflamatório, de uso contínuo: como ela pode usá-lo, assim como relaxantes musculares e antidepressivos, por longos períodos ou por toda a vida? Isso pode lesionar outros órgãos”, alerta.

O uso da acupuntura no tratamento da fibromialgia merece mais atenção, de acordo com o projeto de Renata. “É um estudo de grande importância. Apesar de ter sido um trabalho simples, de revisão de literatura, foi feito com bastante cuidado e focado no assunto”, finaliza.