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Uniara expõe presépio com 330 peças

Abertura solene foi realizada na quinta, dia 30 de novembro, e contou com a apresentação do Coral Uniara

Na quinta-feira, dia 30 de novembro, diversas pessoas prestigiaram o presépio da Universidade de Araraquara – Uniara, no saguão da unidade I da instituição (rua Voluntários da Pátria, 1295, no Centro). A solenidade de abertura da exposição, que ficará disponível para visitação até o dia 6 de janeiro de 2018, contou com a apresentação do Coral Uniara, regido pelo maestro Rogério Toledo.

Após a atividade musical, a coordenadora pedagógica do curso de Medicina e neta do autor do projeto, o professor José Maria Esmerald de Arruda (in memorian), falou brevemente sobre a história do presépio, que tem 5m x 2m e cerca de 330 peças.

Já a coordenadora do Centro de Orientação Profissional da Uniara, Lina Arruda Mauro, filha de Arruda conta que seu pai, quando tinha sete anos, ganhou de presente um pequeno presépio. “Ele ficou tão encantado que, desde então, começou a montar outros. O tempo passou, ele tornou-se professor de história e tinha muitas ilustrações sobre esse tema. Depois que se aposentou, começou a fazer mais peças e o tamanho do presépio foi aumentando”, relembra.

Em 1995, ela recorda-se que o presépio foi doado ao Centro de Artes da universidade. “Ele foi montado até 2004, mas depois não foi mais possível por diversas razões. Então, em 2017, o reitor da Uniara, professor doutor Luiz Felipe Cabral Mauro, pediu ao inspetor de alunos Adilson Machioni que restaurasse a obra, já bastante desgastada pelo tempo. Ele fez um trabalho maravilhoso. Tem muita história e muita vida nesse presépio. Nos próximos anos, a intenção é criar e recuperar mais peças para futuras exposições”, revela, emocionada.

Machioni comenta que cerca de 80% do presépio estava destruído, “mas fiz a restauração”. “Já a pintura foi refeita em 100% das peças e o tempo, até a montagem final, levou cerca de cinco meses. O maior desafio foi a restauração do Templo de Salomão, que estava completamente destruído. Precisei procurar os pedaços e montá-los como se fosse um quebra-cabeça”, destaca.

Ver a obra restaurada por suas mãos traz muita satisfação para o inspetor. “É uma alegria muito grande, pois além de ser parte de um arquivo de família, é uma emoção, porque relata o nascimento de Cristo”, finaliza.

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