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Uniara recebe certificado de participação na simulação das atividades da ONU, em Nova Iorque

Delegação brasileira, que contou com alunos da universidade, procurou soluções para problemas de países diferentes dos seus

A Universidade de Araraquara – Uniara recebeu o certificado de participação no National Model United Nations – NMUN e no Change the World Model United Nations – CWMUN, eventos promovidos pela Organização das Nações Unidas – ONU e considerados a maior simulação de suas atividades. A delegação brasileira, que contou com estudantes da Uniara e de outras instituições de ensino, viajou a Nova Iorque, nos Estados Unidos, para fazer parte das atividades, realizadas entre os dias 16 e 27 de março.

O coordenador dos cursos de extensão de Direito da universidade e coordenador do projeto no Brasil, Fernando Rugno, também presente nos encontros, comenta que, em mais um ano, a instituição “se consagrou com êxito na ONU, tanto que o certificado de participação já foi expedido”. “Graças aos alunos, que se empenharam em seus comitês e tiveram suas resoluções aprovadas. A Uniara está de parabéns, e o projeto segue em frente para o próximo ano”, diz.

No NMUN, os participantes defendem interesses e propõem soluções para problemas de países diferentes dos de suas nacionalidades. Já o CWMUN tem foco em energias renováveis e na sustentabilidade. Neste ano, os países defendidos pela delegação brasileira foram Djibouti, Holanda e Áustria, sendo os dois primeiros de responsabilidade dos alunos da Uniara.

Os estudantes da universidade que participaram dos eventos foram: Ana Flávia Evangelista Violante e Mariana Ferreira Rinaldis, de Direito, além de Selma Segura Caparroz, formada na mesma graduação, em 2016, e o estudante de Engenharia Civil, João Victor Figueiredo Andrade.

Para Selma, “foi uma experiência maravilhosa que gostaria de repetir”. “Foi gratificante e produtivo, por serem aprovadas as resoluções, e pelo conhecimento adquirido. Isso nos faz crescer muito mais culturalmente.  Nosso grupo foi muito unido”, relembra.

Mariana afirma que gostou da cooperação das pessoas para encontrar soluções que fossem ajudar todos os países. “Você tem contato com pessoas de diferentes partes do mundo e, portanto, com diferentes culturas, e todas trabalham juntas. É muito legal conhecer visões diferentes, mas que buscam um objetivo em comum, que é conseguir uma solução que beneficie a todos. É interessante ver como realmente trabalha um diplomata e como as coisas funcionam na ONU”, destaca.

Ana Flávia e Mariana fizeram uma dupla para as atividades. “No CWMUN, representamos Djibouti no comitê da Organização Mundial da Saúde – OMS. Participamos do tópico das epidemias, abordando prevenção, contenção e tratamento. Trabalhamos em uma resolução com uma solução viável a curto prazo, para esse país e outros da África, que seriam as clínicas móveis. São caminhões ou ônibus equipados com tudo o que poderia ajudar a solucionar esses tipos de problemas”, conta Ana Flávia.

Mariana esclarece que era necessário ser uma solução rápida. “Um dos problemas de Djibouti é que o país não tem dinheiro para investir na estrutura de um hospital e, portanto, isso ajudaria em uma emergência, mas lembrando que isso não seria uma solução definitiva. Ainda precisariam ser construídos hospitais, mas, em casos de emergência, é o primeiro socorro, com uma estrutura boa e um custo menor, o que possibilita atender diariamente populações mais remotas”, detalha.

Em relação à Holanda, Ana Flávia menciona que ambas trabalharam na General Assembly 3 – GA3, “abordando desastres naturais e os causados pelo homem, além de outras emergências”. “Houve duas resoluções como sponsors – responsáveis pela resolução -, e nosso foco foi a criação e a melhora de projetos já existentes dos drones, que enviam assistência humanitária. Eles não só coletam dados do local, como levam medicamentos e suplementos a áreas afetadas por algum desastre natural ou, por exemplo, em relação a refugiados, que foi outra resolução adotada”, explica.

Por sua vez, Andrade e Selma fizeram outra dupla no projeto. “No CWMUN, também representamos Djibouti, sendo que ficamos responsáveis pelo comitê da Comissão Econômica da África. Nossa resolução era sobre o controle de fronteiras. O objetivo foi encontrar políticas para lutar contra a exploração ilegal de recursos naturais. No NMUN, representamos a Holanda na General Assembly 2, que tratava da parte econômica de todos os comitês. O tópico escolhido foi a implementação da Addis Ababa Action Agenda – AAAA, que trata de economia sustentável. Precisamos implementá-la em nossas resoluções para que todos os países tivessem alguma vantagem e focamos muito na economia sustentável. Acabamos condensando dois tópicos, sendo o outro sobre economia verde”, recorda-se Andrade.

Além da participação no NMUN e CWMUN, os estudantes aproveitaram para acompanhar uma reunião agendada com o embaixador do Brasil na missão permanente na ONU, Mauro Vieira. “Ele recebeu os alunos, juntamente com outros diplomatas em uma reunião. Os estudantes acompanharam uma pequena palestra na qual foi explicada a função da ONU e a função do Brasil junto à Organização no Conselho de Segurança”, relata Rugno.

Ele já fala na edição de 2018 do projeto. “As regras e diretrizes do próximo ano devem chegar em maio e, então, vamos começar a divulgação para alunos que queiram participar”, finaliza.

Os eventos são promovidos por meio de uma parceria entre a Uniara e a Associação Diplomatici Brasil. Mais informações podem ser obtidas pelos endereçoswww.diplomaticibrasil.com.br e www.nmun.org, ou pelo e-mail diplomatici.brasil@gmail.com.